“O bom negócio só tem futuro quando todas as partes envolvidas ganham.”
Essa frase de Leo Burnett sempre guiou o meu trabalho. Mas, para ser sincero, levei tempo para entender de fato o peso que ela carrega.
Cresci em uma família onde dinheiro nunca foi sinônimo de facilidade — sempre de esforço. Meu pai dizia que um centavo de diferença no preço do combustível era o que definia a cerveja do fim de semana. Em casa, as escolhas eram sempre entre alternativas: viajar ou trocar um móvel. Nada vinha sem renúncia.
Por muito tempo, eu acreditava que, para ganhar bem, alguém do outro lado necessariamente perdia. Que negociar era disputar. E que sucesso profissional significava extrair o máximo de uma situação, e não construir valor em conjunto.
Isso mudou quando precisei recomeçar, após ser demitido logo depois de voltar da minha lua de mel.
Foi nesse período que entendi algo simples, mas profundo: os melhores resultados não são apenas os mais lucrativos no curto prazo. São aqueles em que o cliente fica satisfeito, o time evolui e eu também cresço no processo. Onde todos saem melhores do que chegaram.
Hoje, antes de aceitar qualquer projeto, me faço uma pergunta direta: isso é bom para o cliente e é bom para mim? Se a resposta não for sim para os dois lados, eu não sigo adiante.
Não se trata de ingenuidade. Se trata de sustentabilidade.
Porque resultados que prejudicam alguém no caminho não são resultados. São empréstimos. E todo empréstimo, em algum momento, é cobrado.

