Não passei de primeira no vestibular — e isso me ensinou a enxergar desperdício

Não passei de primeira no vestibular.

Hoje, com 18 anos de carreira, mestrado e MBA, isso parece só um detalhe. Mas na época foi um baque, porque eu já tinha aprendido a lidar com pressão desde criança.

Meus pais não tinham dinheiro de sobra. Cada centavo importava de verdade. Meu pai contava que um centavo de diferença no preço do combustível representava a cerveja do fim de semana. A gente escolhia entre viajar ou comprar um móvel novo para a casa.

Foi nesse contexto que entendi, ainda no colégio, que eu precisava me virar. Me inscrevi para uma bolsa de estudos antes de terminar a primeira série do fundamental. Estudei, me planejei, e passei em primeiro lugar. Aquela bolsa de 50% me acompanhou até o fim do colégio.

Quando chegou a hora do vestibular, não tive a mesma sorte de primeira. Não passei.

Consegui uma bolsa para estudar no cursinho. Dava aulas particulares para pagar o próprio combustível. E quando chegou a hora de escolher onde prestar vestibular de novo, fiz uma conta fria: inscrição custava caro, prova custava caro, eu não podia errar de novo. Escolhi universidades de ponta, mas com custo de vida baixo na cidade.

Fui parar em Viçosa/MG para estudar Engenharia de Produção.

Hoje, quando entro em uma empresa para identificar onde está o desperdício, uso exatamente essa lógica que aprendi cedo, por necessidade: onde vale investir, onde vale economizar, e onde o dinheiro está sendo gasto sem gerar valor nenhum.

Não foi um caminho fácil. Mas foi esse caminho que me ensinou a olhar para recursos limitados e enxergar oportunidade, não escassez.

Se você sente que seu negócio está tomando decisões no escuro ou perdendo eficiência sem perceber exatamente onde, talvez valha a pena olhar para isso com mais clareza.
Se fizer sentido, me chama e vamos conversar sobre o seu cenário.

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